VIANA DO CASTELO

Viana do Castelo situa-se na Foz do rio Lima, no litoral norte de Portugal e foi elevada a cidade por D. Maria II (1848), constituindo um cenário de beleza natural, patrimonial, histórica, monumental e artística. Já no neolítico, o território, a que hoje corresponde o Concelho de Viana do Castelo, registava ocupação humana e a presença de artefactos cerâmicos na região Vianense poderá remontar a esse período. Na segunda metade do século XVIII, surgiu a Fábrica de Louça de Viana, beneficiando de um conjunto de medidas Pombalinas (alvará de 1770), que visava intensificar a produção de cerâmica artística em Portugal e estabelecia medidas de proteção para as fábricas nacionais.

Em 1945 que é fundada no lugar da Senhora da Ajuda, Meadela, a fábrica de Louça com a denominação comercial “Cerâmica de Viana”, com o objetivo de retomar as tradições ceramistas vianenses. Foi nessa fábrica que António Pedro, artista de espírito multifacetado e aberto a quase todas as experiências da criação artística, realizou obras notáveis em grés, contribuindo para o sucesso artístico da empresa.

Outras iniciativas industriais, na área da cerâmica surgiram no Concelho de Viana, no século XX. Em 1942, na freguesia de Lanheses, foi fundada a fábrica José Agra Cª. para fabrico industrial de telha, tijolo e, experimentalmente, louça decorativa que deu lugar em 1983, à Olaria Artística de Lanheses.

Em Alvarães, surge a DEVICA – Fábrica de Cerâmica de Alvarães, sendo o seu proprietário Álvaro Rocha, prestigiado ceramista, professor, pintor e escultor que também assumiu a direção artística, produzindo cerâmica contemporânea e utilitária com pastas de grés. Em 1974, nos arredores da cidade é criada uma pequena fábrica com o nome ALFE-Fábrica de Porcelanas e Faianças. Na freguesia de Carvoeiro, em 1994, nasce nova unidade, designada Fábrica de Cerâmica Vinagres, mantendo-se em funcionamento na atualidade.

O Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo – tutelado pela Câmara Municipal – alberga uma excecional coleção de faiança portuguesa, dos séculos XVII, XVIII e XIX, com especial destaque para as peças produzidas na Fábrica de Louça de Viana.

Fotos_Presidente

José Maria Costa

Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Mensagem do presidente da câmara municipal de Viana do Castelo

Viana fica no coração.

As origens de Viana do Castelo remontam à Idade do Ferro, sendo disso prova a Citânia erguida nessa altura no Monte de Santa Luzia. A sua História, sempre ligada ao mar, relata um conjunto de acontecimentos que fez de Viana um dos principais portos comerciais do país. Assim, em 1258, D. Afonso III concedeu-lhe o primeiro Foral, atribuindo o nome de Viana da Foz do Lima ao município, como que antevendo a sua vocação marítima. A 20 de janeiro de 1848, por decreto de D. Maria II, Viana foi elevada à categoria de cidade, adotando o nome de Viana do Castelo.

Cidade de História e de Cultura, conta com inúmeros pontos de interesse turístico, associando a um vasto património os encantos naturais proporcionados pelo mar, rio e montanha.

A cerâmica tem, em Viana do Castelo, no Museu de Artes Decorativas o seu ponto de referência. Apesar de podermos encontrar belos exemplares pela cidade, é o nosso museu municipal o espaço que alberga uma impressionante coleção de mobiliário e cerâmica dos séculos XVII-XVIII, entre os quais se destacam valiosas peças de porcelana azul portuguesa.

 

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

José Maria Costa