MONTEMOR-O-NOVO

A antiga vila de Montemor-o-Novo surge, em época medieval, no cimo de uma colina a que davam o nome de “monte maior” e que deu o nome à vila, pela sua visibilidade e aspeto majestoso. Foi reconhecida por D. Sebastião em 1563 como Vila Notável e obteve dois Forais dos reis D. Sancho I (1203) e D. Manuel (1503).

A vila teve o seu apogeu durante os séc. XV e XVI e é neste período da história que a cerâmica de Montemor teve o seu reconhecimento. Durante e após o século XVI, os oleiros eram em tão grande número que se fixaram numa rua do arrabalde da vila, facto que conferiu a essa rua a designação de Rua dos Oleiros.

Foram alguns escritores e historiadores que nos deixaram documentado a magnifica argila de que a cerâmica de Montemor era feita e de como era, na época, apreciada pela casa Real Portuguesa.

Em 1553, Duarte Nunes de Leão, historiador, fez referência na obra “Descrição do Reino de Portugal” ao “barro mui cheiroso, e amassados com muitas pedrinhas, que sam tantas as pedras como o barro”, característica que lhe era peculiar.

Apesar desta tradição ter entrado em decadência e já não existirem oleiros a trabalhar esta técnica, a tradição oleira de Montemor-o-Novo continua viva com as atividades no Telheiro da encosta do castelo e com a associação Oficinas do Convento que, para além da produção de tijolo burro e de olaria de características construtivas e ornamentais, recebe diversos artistas nacionais e internacionais em residências artísticas.

Em março de 2015, com a requalificação e reestruturação do Telheiro, a inauguração do Centro de Investigação de Cerâmica (Antigos Lavadouros Públicos de Montemor-o-Novo) e do Laboratório de Terra, nasceram as Oficinas da Cerâmica e da Terra, tornando possível odesenvolvimento de novas propostas na área da formação, investigação, construção e de trabalho com a comunidade nos vários campos ligados à cerâmica.

Hortênsia Menino

Hortênsia Menino

Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo

Mensagem da Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo

Promover e desenvolver a Cultura e o Património, enquanto pontos fundamentais da melhoria da qualidade de vida das populações, sempre foi, e continuará a ser, um objetivo estratégico da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo.

A promoção da nossa Cultura é fundamental para quem vive em Montemor e também para quem nos visita e por isso empreendemos todos os esforços no sentido de ter um concelho cada vez mais conhecido pela sua Cultura e Património.

Montemor-o-Novo é terra de grande tradição na arte ceramista desde tempos quase imemoriais, o que se tem provado através das escavações arqueológicas que provam a existência local de oficinas de cerâmica utilitária amplamente utilizada no concelho e fora dele. Como tal, Montemor não podia deixar de acarinhar, desde o primeiro momento, este projeto da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica pois a nossa cerâmica é também um símbolo na nossa terra, da nossa tradição, das nossas gentes.

Os tempos mudaram e vivemos uma época de industrialização e globalização, mas a tradição da cerâmica montemorense não morreu! Muito nos orgulham os projetos do Telheiro da Encosta do Castelo ou as Oficinas da Cerâmica e da Terra, projetos desenvolvidos pela Associação Cultural Oficinas do Convento e com grande apoio da Câmara Municipal. É pois com toda a justiça que podemos dizer que em Montemor a cerâmica é arte que faz parte do nosso ADN e que aqui se sabe reinventar e permanecer.

Com a APTCVC, promoveremos a defesa, a valorização e a divulgação do património cultural e histórico cerâmico e trabalharemos para enaltecer a sua importância para o desenvolvimento deste Concelho, em parceria com todas as cidades e vilas associadas.

 

A Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo