AVEIRO

Aveiro, cidade da Ria e dos Canais, tem na cerâmica um dos seus valores identitários com origem na Pré-história e que evidencia uma longa tradição favorecida pela constituição geológica da Região. A presença de um Bairro das Olarias na Idade Média ou, no século XVI, a afirmação de Aveiro como centro produtor de formas de açúcar e de anforetas para a Epopeia Marítima, atesta esse facto. Aliás, Aveiro detinha, por decreto régio, o exclusivo da produção de formas de açúcar em Portugal.

Aveiro também se destaca pelo uso do azulejo, existindo exemplares desde o século XVI. Já a produção azulejar, ter-se-á iniciado no século XIX com a Fábrica da Fonte Nova. Outras se seguiram como, em 1905, a Fábrica dos Santos Mártires (depois designada por Aleluia). De destacar, ainda, a empresa Jerónymo Pereira Campos, fundada em 1896, para produzir tijolo e telha tipo Marselha. As suas instalações albergam hoje o Centro de Congressos, um autêntico monumento industrial.

Na atualidade, Aveiro continua a ser destaque nacional na cerâmica, assistindo-se, com as unidades fabris de referência, a novas produções que exploram técnicas inovadoras e novas utilizações. A Universidade de Aveiro dispõe de um departamento que dá ênfase a esta circunstância: o Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica. A par com esta realidade persiste a tradição oleira. A Associação de Artesão da Região de Aveiro – A Barrica – continua a apoiar os artesãos e a dar visibilidade ao seu trabalho.

No universo criativo, a presença da cerâmica revela-se nas manifestações de arte pública (painéis azulejares e esculturas) e património histórico e industrial, mas ganha maior fôlego com a conceituada Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, que se realiza desde 1989.

Em síntese, a cerâmica, na região, constitui-se como um verdadeiro “cluster” de referência nacional e internacional, com dimensão económica, geradora de empresas de referência, com dimensão de I&D através da sua Universidade e com dinâmica cultural, pelo diálogo, convívio e confronto de tendências contemporâneas.

José Ribau Esteves

José Ribau Esteves

Presidente da Câmara Municipal de Aveiro

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE AVEIRO

AVEIRO, UM CASO DE CLUSTER

Aveiro constitui um autêntico “cluster” de referência nacional e internacional na área da cerâmica com dimensão económica, geradora de empresas de referência, dimensão de I&D através da sua Universidade, e dimensão cultural nomeadamente através da Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro.

Persistindo a tradição oleira, incluindo a dos barros negros de Aradas e uma Associação de Artesão da Região de Aveiro – A Barrica, sólida, destaca-se na produção cerâmica a continuidade de unidades fabris de referência, lado a lado com novas fábrica que exploram técnicas de fabrico inovadoras e novas utilizações para a cerâmica.

A Universidade de Aveiro dispõe de um departamento de referência internacional que dá ênfase a esta realidade: o Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica.

Ao nível cultural, a presença da cerâmica nas manifestações de arte pública (painéis azulejares e monumentos) e no património industrial evidenciam o sentido de pertença e o seu papel na memória da comunidade. Paralelamente, a aposta na realização da Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, desde 1989, evidencia o reconhecimento dado à cerâmica registando-se o seu crescimento a cada edição.

A nossa integração capacitada na Associação Portuguesa das Cidades e Vilas Cerâmicas potenciará por certo o trabalho em rede e a valorização do todo da cerâmica no território nacional e a integração numa rede transnacional que permitirá a afirmação internacional das atividades culturais e económicas associadas à cerâmica, conferindo a todos maior visibilidade e afirmação.

 

O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro

José Ribau Esteves